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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CATÁSTROFE NO RIO

CATÁSTROFE NO RIO

            Diz a Bíblia que Deus é o sol da justiça. Interessante essa comparação, pois coloca a justiça de Deus como a justiça que nasce e brilha para todos os humanos e toda sua criação sem fazer distinção de ninguém, se é pobre ou rico, se é negro ou branco, se é pedra ou pau. É importante notar que a justiça de Deus nasce a cada dia para toda a sua criação, ou seja, nasce para o céu, terra, mar, árvores, pássaros, animais... Está escrito no Salmo 96 exatamente assim:
            “Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude. “Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque, Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade”
            Quando lemos que Deus virá julgar a terra, confundimos com o Direito Romano, uma justiça que pune e que busca recompensa. NÃO, NÃO É ISSO.             Deus é o criador da justiça e sua justiça é libertadora e misericordiosa. A vinda de Deus para julgar a terra refere-se à santificação da natureza da terra. Toda relação tortuosa entre a terra e sua criação deve ser trazida à correção. “Julgar” não tem nada que ver com um tribunal, um processo jurídico, mas quer dizer: pôr em ordem, erguer o que havia caído.
            Dessa forma entendemos que as destruições provocadas pelas violentas forças da natureza contra os seres humanos, como as avalanches, os tsunamis, terremotos e epidemias que custaram milhares de vítimas e um sofrimento indescritível, nada mais é do que a justiça de Deus concertando, pondo novamente em ordem a sua criação. Deus não pune os pecados dos seres humanos por meio das catástrofes climáticas. “Ele vem para julgar a terra com justiça”
            Não existe um direito dos mais fortes que torne os mais fracos sem direito. O Sol da Justiça nasce para todos, inclusive para o mar, a terra e o ar.

Professor JOÃO LEANDRE JORGE

www.históriasqueojoaoconta.blogspot.com

FÓRMULA INFALÍVEL PARA OBTER O SUCESSO

Fórmula infalível para obter o sucesso

            Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas no interior de uma cidade mineira junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda. Pobre criança! Exclamou um passante, suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento.
            Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr. O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela.
            Porém não passou muito tempo até que outro homem erguesse a voz para dizer:  Que desgraça! O pequeno moleque lá vai sentado como um sultão no lombo do jumento, enquanto seu velho pai corre ao lado. Esse comentário muito magoou o menino, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas.
            Onde já se viu coisa como essa? Resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais!  O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã.
            Pobre criatura! Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer:
            Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim! Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?
            O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho. Independente do que fazemos, disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação. Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto.

Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos”  

Professor

JOÃO LEANDRE JORGE

JESUS CRISTO ERA FEIO

            JESUS CRISTO ERA FEIO

            Uma floresta estava por ser devastada. A coruja desesperada pede aos homens que não matem seus filhotes. Eles então perguntaram: como são seus filhotes para que a gente possa protegê-los? Ela diz com orgulho: Eles são os mais lindos da floresta. Os filhotes foram mortos logo em seguida.
            Jesus era feio ou bonito? Segundo a descrição do profeta Isaias, (capitulo 53), o messias Jesus, não tinha parecer, nem formosura. Em outras palavras, fisicamente em sua fisionomia, Jesus era feio. Ao contrário do que se vê nas fotos e imagens do Cristo.
            Há quem diga que aquela expressão usada pelo profeta se referia ao estado deprimente da figura de Jesus quando foi crucificado. Na verdade são meras especulações.
            O que de fato nos interessa dizer é que a feiúra ou a beleza depende do ponto de vista de quem vê. O olho é como uma máquina fotográfica: são apenas lentes, na verdade quem vê não é o olho, o olho apenas projeta a imagem na mente, mas quem vê são pessoas. Por isso, ver é uma experiência complexa, cada pessoa vê de modos diferentes e cores diferentes o mesmo objeto ou coisas. Máquinas fotográficas e globos oculares são cegos.
Aquilo que percebemos do mundo vai muito além daquilo que é projetado em nossas retinas, em nossos olhos. A nossa interpretação daquilo que vemos é parte integrante do que vemos. Sendo assim, é impossível separar uma coisa da outra, então podemos dizer que nós vemos os outros com os olhos do corpo e com os olhos da alma.
Se os teus olhos (alma) forem bons, todo o teu corpo será bom.
            A nossa sociedade é extremamente corpocentrista, dá valor demasiado ao corpo, à beleza estética. Sendo assim, Jesus foi desenhado por “artistas eclesiásticos” para encher os olhos de quem vê e causar um atrativo estético.
            A beleza de Jesus Cristo, no entanto, está milhões de milhões de anos-luz além de um rosto bonito. Sua formosura, seu esplendor só podemos enxergar se olharmos do ponto de vista do Espírito. Ele é lindo demais para ser caracterizado apenas por uma produção gráfica, uma pintura artística ou pelos globos oculares.


Professor JOAO LEANDRE JORGE