CATÁSTROFE NO RIO
Diz a Bíblia que Deus é o sol da justiça. Interessante essa
comparação, pois coloca a justiça de Deus como a justiça que nasce e brilha
para todos os humanos e toda sua criação sem fazer distinção de ninguém, se é
pobre ou rico, se é negro ou branco, se é pedra ou pau. É importante notar que
a justiça de Deus nasce a cada dia para toda a sua criação, ou seja, nasce para
o céu, terra, mar, árvores, pássaros, animais... Está escrito no Salmo 96
exatamente assim:
“Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e
a sua plenitude. “Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se
regozijarão todas as árvores do bosque, Ante a face do SENHOR, porque vem,
porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua
verdade”
Quando lemos que Deus virá julgar a
terra, confundimos com o Direito Romano, uma justiça que pune e que busca
recompensa. NÃO, NÃO É ISSO. Deus
é o criador da justiça e sua justiça é libertadora e misericordiosa. A vinda de
Deus para julgar a terra refere-se à santificação da natureza da terra. Toda
relação tortuosa entre a terra e sua criação deve ser trazida à correção.
“Julgar” não tem nada que ver com um tribunal, um processo jurídico, mas quer
dizer: pôr em ordem, erguer o que havia caído.
Dessa forma entendemos que as
destruições provocadas pelas violentas forças da natureza contra os seres
humanos, como as avalanches, os tsunamis, terremotos e epidemias que custaram
milhares de vítimas e um sofrimento indescritível, nada mais é do que a justiça
de Deus concertando, pondo novamente em ordem a sua criação. Deus não pune os
pecados dos seres humanos por meio das catástrofes climáticas. “Ele vem para
julgar a terra com justiça”
Não existe um direito dos mais
fortes que torne os mais fracos sem direito. O Sol da Justiça nasce para todos,
inclusive para o mar, a terra e o ar.
Professor
JOÃO LEANDRE JORGE
www.históriasqueojoaoconta.blogspot.com
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